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terça-feira, 25 de março de 2008
COMO MUDAR O MUNDO SEM TOMAR O PODER
5 o. Fórum Social Mundial: uma radiografia - Parte IIpor Destaque Internacional em 25 de fevereiro de 2005 Resumo: Um dos assuntos levantados pelo FSM: transformar o mundo sem tomar o poder, ou tomar o poder para transformar o mundo? © 2005 MidiaSemMascara.org
Holloway e a "revolução intersticial"
O sociólogo escocês John Holloway, investigador do Instituto de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Autônoma de Puebla, México, um dos mentores intelectuais dos rebeldes zapatistas desse país, abordou um tema teórico que foi dos mais debatidos neste Fórum Social Mundial (FSM): podemos mudar o mundo sem tomar o poder?
Holloway lidera uma corrente alter-globalista que, partindo de premissas próximas do anarquismo pós-moderno, afirma que para alcançar a "urgente" meta de derrotar o capitalismo, é sem dúvida preciso "uma revolução de caráter mundial"; mas, não sendo poucas as dificuldades para uma tarefa global e simultânea dessa magnitude, uma saída viável e prática é ir levando adiante a transformação "nos interstícios, nas gretas e nos espaços que forem sendo abertos" no tecido social. Ou seja, uma "revolução aqui e agora" que contribua a ir criando paulatinamente um "anti-poder dos subordinados" . Não se trata, esclareceu, de provocar "enfartes sociais" como seriam os provocados por levantamentos violentos, mas avançar através daquilo que denominou "revolução intersticial", que consiste basicamente numa "multiplicação de insubordinações, de 'nãos' e de rebeldias existentes no mundo, algumas tão pequenas que quase não se percebem, outras, tão grandes como o 'argentinaço' dos piqueteiros, as revoltas indígenas na Bolívia e no Equador, a rebelião dos zapatistas mexicanos e o próprio Fórum Social Mundial"
Holloway reconheceu que as objeções da esquerda política a este tipo de revolução social é que "lhe faltaria maturidade, pois carece de um objetivo ou meta" que lhe dê uma unidade; objetivo que, para esses objetantes, seria por exemplo "a tomada do poder estatal para, a partir daí, mudar a sociedade". A este respeito, Holloway ponderou que "se consideramos a história das esquerdas estatocêntricas, o denominador comum delas se chama traição", esclarecendo que com isso não era sua intenção fazer alusão direta nem a um Stalin nem, menos ainda, a um Lula, porque o âmago do problema radicaria na própria essência organizativa e hierárquica do Estado: "A traição já está inscrita na própria forma de organização estatal".
O sociólogo zapatista colocou assim o dedo numa chaga que não é só teórica, mas também prática entre os participantes brasileiros do FSM. Com efeito, uma porcentagem talvez minoritária deles, mas com vitalidade, não compreende as estratégias gradualistas de inspiração gramsciana, e se opõe ao presidente Lula alegando que a convivência com o poder o teria feito pactuar com seus adversários e dar as costas às suas antigas convicções socialistas.
Michael Hardt, professor na Duke University, dos Estados Unidos, e autor junto com o italiano Toni Negri do livro "Império", além de apresentar algumas diferenças conceptuais e estratégicas com Holloway, mostrou-se perto das teses "anti-institucionais" e anarquistas deste, criticando o "leninismo" dos que defendem a tomada do poder do Estado como um caminho necessário. Hardt, distinguindo entre poder e potência, disse que sem contar com o primeiro, mas sim com a segunda, complementada com uma adequada articulação das "multidões", o "outro mundo possível", anárquico e autogestionário, poderá ser alcançado.
Tariq Ali: tomar o poder para transformar o mundo
Discordando da corrente de Holloway e de sua tese anarquista de "mudar o mundo sem tomar o poder", o escritor paquistanês Tariq Ali, uma das principais figuras intelectuais do FSM, é um dos líderes de uma corrente que defende a tese oposta: não cabe dúvida, é preciso "tomar o poder para transformar o mundo". E cita concretamente, no plano político, o governo revolucionário de Chávez: "O exemplo venezuelano é atualmente o mais interessante" para, desde o poder, "implementar mudanças". De seu lado, no plano dos chamados "movimentos sociais", Tariq Ali coloca como modelo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Brasil, que também "possui uma alternativa concreta" de poder revolucionário; e que, nesse sentido, "é muitíssimo mais interessante que o modelo dos zapatistas em Chiapas", defendido por Holloway. Por fim, o intelectual paquistanês aderiu aos esforços para a constituição de uma Confederação Bolivariana, integrada pelos governos esquerdistas do Brasil, Venezuela, Cuba, Argentina, Equador, Bolívia e Uruguai, para poder gerar "uma forma distinta de sociedade".
Atilio Borón: atualidade de Lenine
Nos debates em torno do dilema "transformar o mundo sem tomar o poder", ou "tomar o poder para transformar o mundo", interveio também Atilio Borón, professor da Universidade de Buenos Aires (UBA), um dos mais destacados intelectuais do FSM, e secretario executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO), um "think tank" de esquerda com sede em Buenos Aires e filiais em outras 18 capitais latino-americanas, incluindo Havana.
Borón se inclina decididamente pela segunda opção, tendo polemizado a este respeito com John Holloway, um dos expoentes da primeira, em escritos publicados pelo CLACSO. Não obstante, Borón adverte que para aplicar efetivamente a estratégia da transformação através do poder é indispensável evitar o "espontaneísmo" e intensificar o trabalho de "organização". Para essa tarefa sugere uma releitura do texto clássico do revolucionário russo Lenine, "Que fazer", que traz, segundo ele, "sugestivas iluminações" e "valiosos elementos" para resolver questões relativas "à organização das forças populares", à "construção" de uma "consciência genuinamente revolucionária" e à resposta "aos desafios que põe a conquista do poder nas sociedades contemporâneas".
Borón explica que, por causa dessa falta de organização, as "insurreições populares" ocorridas entre 1997 e 2003, que derrubaram vários governos latino-americanos, e que em várias das quais tiveram ativa participação movimentos indigenistas, foram "tão vigorosas como ineficazes"; pois esses grupos, num "alarde de espontaneísmo e indiferentes perante as questões de organização", não foram capazes de "instaurar governos de sinal contrário àqueles que defenestraram com suas lutas" (Equador, 1997 e 2000; Peru, 2000; Argentina, dezembro de 2001; e Bolívia, outubro de 2003) .
"Certeza fundamental da superioridade do comunismo"
O intelectual argentino, no seu chamado a um "oportuno e necessário" "regresso a Lenine", e numa tarefa de árduo revisionismo histórico, tenta limpar a personalidade do cruel revolucionário russo da acusação de "despotismo asiático" e livrá-lo de culpas pelo "estalinismo com todos os seus horrores" que lhe seguiu.
E, anunciando o "início de uma nova era" revolucionária, intimamente ligada ao FSM, Borón reafirma sua "certeza fundamental" acerca da "superioridade integral do socialismo" e a "superioridade ética, política, social e econômica do comunismo como forma superior de civilização". E afirma que só deixa atrás "as certezas marginais, no dizer de Imre Lakatos", como por exemplo "as que instituíam uma única forma de organizar o partido da classe operária", ou as que, "na apoteose da irracionalidade, consagravam um novo Vaticano com o centro em Moscou, dotado dos dons papais da infalibilidade em tudo o que se relaciona com a luta de classes".
Stédile: "nossa querida Rosa Luxemburgo"
Nas discusões em torno do poder, e das estratégias para transformar a sociedade, vários expositores coincidiram em mencionar reiteradas vezes, em favor de suas posições, o nome da revolucionária polonesa Rosa Luxemburgo (1871-1919), considerada num informe do PT como "a mais importante revolucionária do século 20", que atuou na Polônia, na Suíça e sobretudo na Alemanha . João Pedro Stédile, dirigente do MST, referiu-se a ela, numa das palestras, como "nossa querida Rosa Luxemburgo", que "profetizou que a humanidade ou caminharia rumo ao socialismo ou descambaria para a barbárie", e cujos "ensinamentos" contribuiram para compreender "como os experimentos burocráticos do socialismo na Leste Europeu não deram certo".
Rosa Luxemburgo e dilemas atuais
Ao estudar algumas das principais polêmicas de R. Luxemburgo com outros líderes revolucionarios, como Lenine e Bernstein, sobre os rumos da revolução socialista, compreende-se o porquê de ser tão mencionada: vários dos dilemas por ela apontados no interior dos movimentos revolucionários, são similares aos que vivem as esquerdas hoje, que foram debatidos no 5o. FSM, e descritos sinteticamente em vários ítens deste Informe.
Mostrando sua radicalidade revolucionária, ela critica o "revisionismo" e o "reformismo" de muitos líderes e deixa claro que o que não se pode perder nunca de vista é a meta da conquista do poder pela revolução; mas, com senso de oportunidade, esclarece que não descarta, em determinadas conjuturas, a luta por "reformas". Num sentido libertário, polemiza com Lênin criticando o "ultracentralismo" e a "inércia burocrática" dos partidos comunistas, por estarem "impregnados" do "espírito" de "vigilantes noturnos", pelo qual é acusada de "espontaneísmo" por esses "burocratas". Tentando colocar os revolucionários com os dois pés na realidade, adverte que a "greve de massas" não pode ser "fabricada" artificialmente nem "decidida" no ar, mas deve constituir "um fenômeno histórico", colado nos fatos, resultante de uma determinada "situação social" ou de uma "necessidade histórica". Por fim, é sua a frase "socialismo ou barbárie", a que fez referência Stédile, dirigente MST.
Destaque Internacional - Informes de Conjuntura - Ano VII - Nos. 161-162 - Buenos Aires / Madri - Fevereiro, 2005 - Responsável: Javier González.
Tradução: Graça Salgueiro.
Leia também: 5 o. Fórum Social Mundial: uma radiografia - Parte I
Holloway e a "revolução intersticial"
O sociólogo escocês John Holloway, investigador do Instituto de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Autônoma de Puebla, México, um dos mentores intelectuais dos rebeldes zapatistas desse país, abordou um tema teórico que foi dos mais debatidos neste Fórum Social Mundial (FSM): podemos mudar o mundo sem tomar o poder?
Holloway lidera uma corrente alter-globalista que, partindo de premissas próximas do anarquismo pós-moderno, afirma que para alcançar a "urgente" meta de derrotar o capitalismo, é sem dúvida preciso "uma revolução de caráter mundial"; mas, não sendo poucas as dificuldades para uma tarefa global e simultânea dessa magnitude, uma saída viável e prática é ir levando adiante a transformação "nos interstícios, nas gretas e nos espaços que forem sendo abertos" no tecido social. Ou seja, uma "revolução aqui e agora" que contribua a ir criando paulatinamente um "anti-poder dos subordinados" . Não se trata, esclareceu, de provocar "enfartes sociais" como seriam os provocados por levantamentos violentos, mas avançar através daquilo que denominou "revolução intersticial", que consiste basicamente numa "multiplicação de insubordinações, de 'nãos' e de rebeldias existentes no mundo, algumas tão pequenas que quase não se percebem, outras, tão grandes como o 'argentinaço' dos piqueteiros, as revoltas indígenas na Bolívia e no Equador, a rebelião dos zapatistas mexicanos e o próprio Fórum Social Mundial"
Holloway reconheceu que as objeções da esquerda política a este tipo de revolução social é que "lhe faltaria maturidade, pois carece de um objetivo ou meta" que lhe dê uma unidade; objetivo que, para esses objetantes, seria por exemplo "a tomada do poder estatal para, a partir daí, mudar a sociedade". A este respeito, Holloway ponderou que "se consideramos a história das esquerdas estatocêntricas, o denominador comum delas se chama traição", esclarecendo que com isso não era sua intenção fazer alusão direta nem a um Stalin nem, menos ainda, a um Lula, porque o âmago do problema radicaria na própria essência organizativa e hierárquica do Estado: "A traição já está inscrita na própria forma de organização estatal".
O sociólogo zapatista colocou assim o dedo numa chaga que não é só teórica, mas também prática entre os participantes brasileiros do FSM. Com efeito, uma porcentagem talvez minoritária deles, mas com vitalidade, não compreende as estratégias gradualistas de inspiração gramsciana, e se opõe ao presidente Lula alegando que a convivência com o poder o teria feito pactuar com seus adversários e dar as costas às suas antigas convicções socialistas.
Michael Hardt, professor na Duke University, dos Estados Unidos, e autor junto com o italiano Toni Negri do livro "Império", além de apresentar algumas diferenças conceptuais e estratégicas com Holloway, mostrou-se perto das teses "anti-institucionais" e anarquistas deste, criticando o "leninismo" dos que defendem a tomada do poder do Estado como um caminho necessário. Hardt, distinguindo entre poder e potência, disse que sem contar com o primeiro, mas sim com a segunda, complementada com uma adequada articulação das "multidões", o "outro mundo possível", anárquico e autogestionário, poderá ser alcançado.
Tariq Ali: tomar o poder para transformar o mundo
Discordando da corrente de Holloway e de sua tese anarquista de "mudar o mundo sem tomar o poder", o escritor paquistanês Tariq Ali, uma das principais figuras intelectuais do FSM, é um dos líderes de uma corrente que defende a tese oposta: não cabe dúvida, é preciso "tomar o poder para transformar o mundo". E cita concretamente, no plano político, o governo revolucionário de Chávez: "O exemplo venezuelano é atualmente o mais interessante" para, desde o poder, "implementar mudanças". De seu lado, no plano dos chamados "movimentos sociais", Tariq Ali coloca como modelo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Brasil, que também "possui uma alternativa concreta" de poder revolucionário; e que, nesse sentido, "é muitíssimo mais interessante que o modelo dos zapatistas em Chiapas", defendido por Holloway. Por fim, o intelectual paquistanês aderiu aos esforços para a constituição de uma Confederação Bolivariana, integrada pelos governos esquerdistas do Brasil, Venezuela, Cuba, Argentina, Equador, Bolívia e Uruguai, para poder gerar "uma forma distinta de sociedade".
Atilio Borón: atualidade de Lenine
Nos debates em torno do dilema "transformar o mundo sem tomar o poder", ou "tomar o poder para transformar o mundo", interveio também Atilio Borón, professor da Universidade de Buenos Aires (UBA), um dos mais destacados intelectuais do FSM, e secretario executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO), um "think tank" de esquerda com sede em Buenos Aires e filiais em outras 18 capitais latino-americanas, incluindo Havana.
Borón se inclina decididamente pela segunda opção, tendo polemizado a este respeito com John Holloway, um dos expoentes da primeira, em escritos publicados pelo CLACSO. Não obstante, Borón adverte que para aplicar efetivamente a estratégia da transformação através do poder é indispensável evitar o "espontaneísmo" e intensificar o trabalho de "organização". Para essa tarefa sugere uma releitura do texto clássico do revolucionário russo Lenine, "Que fazer", que traz, segundo ele, "sugestivas iluminações" e "valiosos elementos" para resolver questões relativas "à organização das forças populares", à "construção" de uma "consciência genuinamente revolucionária" e à resposta "aos desafios que põe a conquista do poder nas sociedades contemporâneas".
Borón explica que, por causa dessa falta de organização, as "insurreições populares" ocorridas entre 1997 e 2003, que derrubaram vários governos latino-americanos, e que em várias das quais tiveram ativa participação movimentos indigenistas, foram "tão vigorosas como ineficazes"; pois esses grupos, num "alarde de espontaneísmo e indiferentes perante as questões de organização", não foram capazes de "instaurar governos de sinal contrário àqueles que defenestraram com suas lutas" (Equador, 1997 e 2000; Peru, 2000; Argentina, dezembro de 2001; e Bolívia, outubro de 2003) .
"Certeza fundamental da superioridade do comunismo"
O intelectual argentino, no seu chamado a um "oportuno e necessário" "regresso a Lenine", e numa tarefa de árduo revisionismo histórico, tenta limpar a personalidade do cruel revolucionário russo da acusação de "despotismo asiático" e livrá-lo de culpas pelo "estalinismo com todos os seus horrores" que lhe seguiu.
E, anunciando o "início de uma nova era" revolucionária, intimamente ligada ao FSM, Borón reafirma sua "certeza fundamental" acerca da "superioridade integral do socialismo" e a "superioridade ética, política, social e econômica do comunismo como forma superior de civilização". E afirma que só deixa atrás "as certezas marginais, no dizer de Imre Lakatos", como por exemplo "as que instituíam uma única forma de organizar o partido da classe operária", ou as que, "na apoteose da irracionalidade, consagravam um novo Vaticano com o centro em Moscou, dotado dos dons papais da infalibilidade em tudo o que se relaciona com a luta de classes".
Stédile: "nossa querida Rosa Luxemburgo"
Nas discusões em torno do poder, e das estratégias para transformar a sociedade, vários expositores coincidiram em mencionar reiteradas vezes, em favor de suas posições, o nome da revolucionária polonesa Rosa Luxemburgo (1871-1919), considerada num informe do PT como "a mais importante revolucionária do século 20", que atuou na Polônia, na Suíça e sobretudo na Alemanha . João Pedro Stédile, dirigente do MST, referiu-se a ela, numa das palestras, como "nossa querida Rosa Luxemburgo", que "profetizou que a humanidade ou caminharia rumo ao socialismo ou descambaria para a barbárie", e cujos "ensinamentos" contribuiram para compreender "como os experimentos burocráticos do socialismo na Leste Europeu não deram certo".
Rosa Luxemburgo e dilemas atuais
Ao estudar algumas das principais polêmicas de R. Luxemburgo com outros líderes revolucionarios, como Lenine e Bernstein, sobre os rumos da revolução socialista, compreende-se o porquê de ser tão mencionada: vários dos dilemas por ela apontados no interior dos movimentos revolucionários, são similares aos que vivem as esquerdas hoje, que foram debatidos no 5o. FSM, e descritos sinteticamente em vários ítens deste Informe.
Mostrando sua radicalidade revolucionária, ela critica o "revisionismo" e o "reformismo" de muitos líderes e deixa claro que o que não se pode perder nunca de vista é a meta da conquista do poder pela revolução; mas, com senso de oportunidade, esclarece que não descarta, em determinadas conjuturas, a luta por "reformas". Num sentido libertário, polemiza com Lênin criticando o "ultracentralismo" e a "inércia burocrática" dos partidos comunistas, por estarem "impregnados" do "espírito" de "vigilantes noturnos", pelo qual é acusada de "espontaneísmo" por esses "burocratas". Tentando colocar os revolucionários com os dois pés na realidade, adverte que a "greve de massas" não pode ser "fabricada" artificialmente nem "decidida" no ar, mas deve constituir "um fenômeno histórico", colado nos fatos, resultante de uma determinada "situação social" ou de uma "necessidade histórica". Por fim, é sua a frase "socialismo ou barbárie", a que fez referência Stédile, dirigente MST.
Destaque Internacional - Informes de Conjuntura - Ano VII - Nos. 161-162 - Buenos Aires / Madri - Fevereiro, 2005 - Responsável: Javier González.
Tradução: Graça Salgueiro.
Leia também: 5 o. Fórum Social Mundial: uma radiografia - Parte I
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